Você é eternamente responsável pelos objetos que acumula.

Arrumar a casa, a empresa e os ambientes são formas práticas de fazer a energia se movimentar. Principalmente se pegar tudo que não tem mais serventia e dar, vender ou passar para frente.

Além de renovar a energia, iremos sentir o ambiente mais limpo, arejado e amplo. Sem falar na organização e ganho de tempo, pois não iremos mais nos perder na bagunça do dia a dia. Mas, há outro ganho que poucos percebem: abrir vaga para as oportunidades da vida.

Sabe aquela sensação que bate quando terminamos de fazer faxina, de olhar para o cômodo arrumado e sentir uma ponta de orgulho por estar tudo tão gostoso? Casa cheirosa, cada coisa em seu lugar e a sensação de alegria e dever comprido. É isso o que deve inspirar você! O sentimento de coisa bem feita é bom não só quando limpamos a casa, mas quando colocamos a vida em ordem também.

 

 

Quando um ambiente está desorganizado ou bagunçado, a energia Chi tem dificuldades em se movimentar pelos cômodos da casa ou empresa. É como se as coisas estivessem estagnadas ou paradas. Quando isto ocorre, irá afetar em maior ou em menor grau a energia do ambiente, a vida das pessoas que ali estão e muito provavelmente a saúde física e financeira.

Você se sente sobrecarregado e sem energia? Sua mente está confusa? Seus planos não seguem em frente? Não há espaço na sua vida para mais nada? Pare por alguns instantes e observe se sua casa não está cheia de coisas por todos os lados. O acúmulo de objetos bloqueia a circulação de energia. Por isso, quando há cantos vazios e espaços arejados nos ambientes, a energia circula com leveza e os benefícios para a sua vida serão imediatos em diversas áreas: saúde, abundância, relacionamentos, criatividade e novas oportunidades.

Vale lembrar que a origem da bagunça é o excesso, pois na verdade precisamos de bem pouco para ser felizes e acabamos relegando ao abandono todo o supérfluo.

 

 

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Vamos pegar carona num dos conceitos da física quântica, para entender melhor os prejuízos que o excesso de pertences pode nos causar. Ela nos diz que vivemos em um universo de possibilidades e o que define qual dessas possibilidades vai se manifestar em nosso mundo material é a nossa vontade e o nosso pensamento. Somos nós que damos vida, que fornecemos a energia básica para que tudo que possuímos se concretize em nossos dias. E somos nós que continuamos, ao longo do tempo, fornecendo energia para que todos aqueles objetos continuem fazendo parte de nossa vida.

Lembrei-me de uma frase do livro o Pequeno Príncipe fazia menção a um dos conceitos da física quântica quando disse que nos tornamos responsáveis por aquilo que cativamos.

Isso nos permite também entender por qual motivo todas as pessoas que se desfazem de boa parte de seus objetos pessoais se sentem mais leves e cheias de energia. Essas pessoas gastam uma grande cota de nossa vitalidade para manter em nossa posse objetos que não estava nos dando retorno em alegria.

 

 

 

Nossa casa é o nosso externo, ela revela explicitamente o que se passa dentro de nós. Isso lhe causa algum mal estar? Bem, precisamos mesmo cuidar do nosso ambiente, mantendo-o limpo e livre de tralhas, “bagunça intocável”, aquela que ocultamos principalmente de nós mesmos, porque ela representa emoções que resolvemos sepultar em algum lugar dentro de nós, mas que vez ou outra estão nos assombrando. Então elas vão para um porão, sótão, maleiro, fundo da gaveta, embaixo da cama (socorro!), um cômodo sem identidade na casa que recebe o nada auspicioso nome de “quarto da bagunça” nós não sabemos como lidar com esses objetos sem-destino, da mesma forma que não sabemos como proceder com a nossa tralha emocional.

Então, quando começamos a arrumar e organizar os espaços, mesmo que seja um objeto de cada vez, uma roupa de cada vez, uma peça por semana que seja,  esses pequenos passos nos levam a um caminho de reencontro conosco, com nossa história de vida, a arrumação nos areja a alma, limpamos por fora, limpamos por dentro. A questão aqui não é o tempo de limpar, de arrumar, mas sim o primeiro passo em direção a uma “arrumação” interna, um rearranjo de idéias e sentimentos, devagar, sem medos, sem cobranças, sem julgamentos, com mente aberta para um reencontro consigo, todas às vezes que nos vemos com excessos e misturas, nos sentimos sufocados e sem rumo.

 

 

Quando você abrir as portas e janelas dos porões físicos, também estará arejando os porões mentais, lotados de coisas agora tão sem função, tão desnecessárias. Vamos olhar para elas com gratidão e deixar ir. Simples assim. Ao nos livrarmos do que não precisamos mais no externo, deixamos de ser escravos de emoções, sentimentos que não fazem mais sentido no momento atual. Você descarta o externo e o interno vai junto e a sua alma respira leve, nada deve ser aprisionado. Pior do que você viver numa caixinha é a sua alma estar presa em uma, sem poder seguir o seu destino.

É tempo de mudanças! Vamos aproveitar e mudar o padrão energético da casa e da gente, porque o que está fora está dentro e existem fios invisíveis que nos amarram a tudo que aprisionamos.

Quando organizamos nossa casa externa, organizamos nossa casa interna (nossa mente, nossos sentimentos e nossa vida) resgatando nossa saúde e bem-estar.

Só quando aprendemos a desapegarmos-nos, a deixar ir, é que estamos abrindo espaço para que novas coisas entrem na nossa vida.

 

 

 

E aqui me despeço com uma música que ouvia quando criança e que de alguma forma me tocava me fazendo pensar sobre o quanto precisamos abrir nossas gavetas internas com coragem e carinho.

“Hoje eu vou mudar
Vasculhar minhas gavetas
Jogar fora sentimentos
E ressentimentos tolos.

Fazer limpeza no armário
Retirar traças e teias
E angústias da minha mente
Parar de sofrer
Por coisas tão pequeninas
Deixar de ser menina
Pra ser mulher!

Hoje eu vou mudar
Por na balança a coragem
Me entregar no que acredito
Pra ser o que sou sem medo.

Dançar e cantar por hábito
E não ter cantos escuros
Pra guardar os meus segredos
Parar de dizer:

 “Não tenho tempo pra vida
Que grita dentro de mim
Me libertar!”

 Hoje eu vou mudar
Sair de dentro de mim
E não usar somente o coração
Parar de cobrar os fracassos
E prender as amarras da razão!

Voar livre
Com todos os meus defeitos
Pra que eu possa libertar
Os meus direitos
E não cobrar dessa vida
Nem rumos e nem decisões!

Hoje eu preciso
e vou mudar
Dividir no tempo
E somar no vento
Todas as coisas
Que um dia sonhei conquistar,

Porque sou mulher
Como qualquer uma
Com dúvidas e soluções
Com erros e acertos
Amor e desamor.

Suave como a gaivota
E ferina como a leoa
Tranqüila e pacificadora
Mas ao mesmo tempo
Irreverente e revolucionária!

Feliz e infeliz
Realista e sonhadora
Submissa por condição
Mas independente por opinião,

Porque sou mulher
Com todas as incoerências
Que fazem de nós
Um forte sexo fraco!”

Essa musica se chama “Mudanças” da cantora Vanusa.

Gratidão e beijo de luz em seu coração!

 

 

Texto by Andréia Ruiz

Terapeuta e especialista em feng-shui.

andreiaruiz201400@gmail.com

(16) 98100-2479

 

 

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